As Palavras do Pároco (19-11-2017)

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PALAVRAS DO PÁROCO (19-11-17)

A Sagrada Escritura…

Continuando o que falámos na semana passada, hoje sublinhemos a importância do contexto histórico, para compreender os textos bíblicos. Para o Antigo Testamento, há cindo grandes marcos históricos:

  1. – antes de Abraão (Abraão parte da sua terra e chega à terra prometida);
  2. – de Abraão até Moisés (Moisés conduz o povo que foge do Egipto e regressa à terra prometida);
  3. – de Moisés até David (David cria um reino forte, unido e vencedor de inimigos);
  4. – de David até Jeremias (no tempo do profeta Jeremias, Jerusalém é conquistada e os judeus são levados para o exílio na Babilónia);
  5. – de Jeremias até Jesus (os judeus regressam a Jerusalém e procuram restaurar o país e a fé em Deus, apesar das sucessivas invasões de outros povos: Persas, Gregos, Romanos).

Claro que há muitos acontecimentos pelo meio, m<as estes marcos devem estar na nossa mente, ao escutarmos os textos para os compreendermos. Porque também nós vivemos a nossa fé na realidade da nossa vida: se temos saúde é diferente de estarmos doentes; se temos trabalho é diferente de estarmos desempregados; sae temos família é diferente de perdermos os familiares; etc….

A Bíblia é a história de pessoas que viveram a fé em circunstâncias como as nossas. Por isso, a sua experiência de fé é uma grande ajuda e um grande testemunho para nós, hoje.

Pe. Diamantino.

PALAVRAS DO PÁROCO (12-11-17)

A Sagrada Escritura…

Neste ano do Sínodo, em que somos convidados a alimentar a nossa fé na Sagrada Escritura, aproveitemos para renovar a nossa relação com a Bíblia. Lê-la mais frequentemente, interessar-se e procurar conhecê-la melhor é essencial. A Bíblia não é um livro para especialistas, mas também não é para impreparados. Primeiro que tudo, para compreender a Bíblia é preciso ter fé, em Deus e no seu Filho Jesus Cristo. Porquê ter fé? Não é qual quer pessoa que pode ler a Bíblis? Sim e não! Na verdade, todos podem ler as palavras, mas nem todos podem entender o sentido delas. É preciso ter fé, porque os textos foram escritos por quem tinha fé, e foram escritos por causa da fé.

Depois é preciso ter duas coisas em mente:

  1. o momento histórico em que o texto foi escrito;
  2. o género literário em que foi escrito.

De facto, os textos  Bíblicos foram escritos em momentos muito diferentes, e torna-se o essencial para compreender o que o autor quis dizer. Depois, o género literário também é essencial, porque não podemos ler um texto poético, como se fosse um texto científico; nem ler uma narrativa épica, como se fosse um relato jornalístico.

Continuaremos…

Toca a ler a Bíblia!

Pe. Diamantino Faustino

PALAVRAS DO PÁROCO (22-10-17)

Pão e circo… e fogueira!?

Além do pão e do circo para entreter os patrícios, somos agora brindados com o sacrifícios em honra do intocável imperador divino. A presença dos deuses no olimpo requer dos mortais que brinquem, para os entreter, ou que morram em sacrifício, para os honrar.

Nada se diga, nem questione. Haja o direito ao silêncio, único digno da honra imperial. Oh, sabedoria inquestionável! Oh, invencível poder! Oh, razão clara e evidente! Todos pagaremos o tributo; todos entregaremos a vida às chamas; todos deixaremos correr o sangue dos mais pobres e inúteis: mas que permaneça intocável o riso e bonomia da corte imperial.

Engorde o adamastor aparelhado; alimente-o a corte mostrenga ceifando e martelando… e queimando! Deixem arder, que a culpa é dos incultos e analfabetos! Desapareçam eles todos com a sua pestilente inocência e impotência! Arda essa horda rural e minoritária!… Os deuses no olimpo não se rebaixam a preocupar-se com a vida dos mortais.

Mas quando a noite caiu e o fumo se foi; queimado o telhado e mortas as luzes; o coração espreitou pelos olhos, e, para lá das lágrimas, admirou o infinito, Céu estrelado: ali permanece firme a Estrela Polar, e não há poderes nem desgraças que a possam destruir.

Pe. Diamantino

PALAVRAS DO PÁROCO (01-10-2017)

Eleições??? Eleições, pois!!!

Caros paroquianos,                  Neste domingo, 1 de Outubro de 2017, há eleições autárquicas. A Doutrina Social da Igreja tem princípios que defendem a legitimidade das autoridades civis, quando sejam defensoras da dignidade humana, promotoras do bem comum, respeitadoras da propriedade privada, solícitas na solidariedade, e apoiantes da subsidiariedade (= autonomia e entreajuda das instituições).

No caso da democracia liberal, há mesmo reconhecimento por parte da Igreja da mais valia deste sistema: ele permitiria a concretização dos princípios da Doutrina Social da Igreja. Portugal pretende ser uma democracia liberal. Mas, digo eu, tem havido uma derivação materialista e ideológica (= neo-marxista), que se tem concretizado nas leis  que degradam a dignidade humana (flagrantemente o aborto); que fazem do bem comum uma maneira de exigir benefícios e destruir riqueza nacional; que amarram os proprietários na burocracia; que da solidariedade um favor eleitoral; que destroem a autonomia das instituições civis com o aparelho estatal. E ainda, digo eu, temos uma elite ‘cultural’ que usa a liberdade para destruir a democracia.

Diz a Igreja aos seus fiéis que DEVEM PARTICIPAR na decisão democrática, votando em consciência, pelos princípios da sua Doutrina Social.

Não se trata aqui das virtudes cristãs pessoais, que cada um deve procurar. Trata-se antes da organização social de um país, que precisa de quem defenda os valores e os princípios apresentados.

Portanto, que nenhum cristão fique sem manifestar o seu voto. Temos dever de consciência.

Pe. Diamantino

PALAVRAS DO PÁROCO (17-09-2017)

Parabéns Linda-a-Velha!!!

Neste ano celebramos os 40 anos de vida do nosso agrupamento de escuteiros CNE-626, e da nossa escola de música: EMNSC.

Estas duas instituições paroquiais reflectem o espírito dos paroquianos de Linda-a-Velha, o seu dinamismo e a sua capacidade de trabalhar e colaborar com as outras instituições, públicas e privadas, da nossa vila e do nosso país.

Queremos certamente apoiar e desejar renovado vigor ao nosso agrupamento. A formação de novas chefias, que está a decorrer, enche-nos de esperança na continuidade deste projecto. Nunca é demais repetir que o futuro do mundo depende da educação das pessoas. A missão do CNE continua a ser importantíssima a nível mundial para o caminho da paz, que queremos percorrer e ajudar a percorrer.

Neste ponto, também a nossa Escola de Música está actualíssima na sua missão, dadas as circunstâncias sociais e mundiais que vivemos. Afinal, a dimensão artística é específica do ser humano, bem como a dimensão espiritual. No tempo em que as máquinas parecem ocupar cada vez mais o espaço do trabalho técnico, aproveitemos a maior disponibilidade das pessoas para o trabalho espiritual e artístico.

Enfim, ao iniciarmos o ano com a celebração da festa da nossa padroeira, confiemos na sua intercessão materna, e agarremos com toda a boa vontade as tarefas deste novo ano que começa.

Pe. Diamantino

 


 

COLECTA PARA AS VÍTIMAS DOS INCÊNDIOS

No próximo Domingo (1 e 2 de Julho de 2017), as colectas das missas serão para ajuda dos incêndios. A ajuda será coordenada pela Cáritas Portuguesa.

Para ofertas por via bancária:

Conta Cáritas na CGD: 0001 200000 730

IBAN: PT50 0035 0001 00200000 730 54

 


 

Palavras do Pároco 28-05-2017

Neste Domingo celebra-se o “Dia Mundial das Comunicações Sociais”.

Porquê neste dia? Porque celebramos a solenidade da Ascenção do Senhor, e Jesus, ao subir ao Céu, disse: “Ide e ensinai todos os povos”. Portanto, as comunicações sociais, neste perspectiva, estão ligadas ao mandamento de anunciar a Boa Nova. A nossa Missão é anunciar a Boa Noticia, É utilizarmos todos os meios para que essa Boa Notícia chegue a todos, em todas as situações e circunstâncias.

Estamos num tempo de grandes mudanças, e todas as mudanças se fazem através da comunicação. Seja para o bem, seja para o mal. Precisamos muito de consciência crítica perante a avalanche informativa que, actualmente, nos ‘é fornecida’. A nossa consciência crítica forma-se a partir de Jesus Cristo. Ele que é a Boa Notícia que nós queremos transmitir. Ele é que é a referência da verdade e da bondade, que queremos dar a conhecer.

Uma das dificuldades é sempre a utilização perversa dos meios de comunicação:  seja pela degradação dos valores morais; seja pela repetição das más notícias; seja pelo retrato pessimista e distorcida do mundo, que nos chega pelas muitas más notícias que se repetem.

Por isso, é necessário recordar as “boas notícias”, que diariamente acontecem nas nossas vidas e no mundo. Essas são muito mais do que as más notícias. Porque, então, não se fala delas? Falemos!

O fundamento deste optimismo cristão á a Boa Notícia do evangelho: o mal está definitivamente vencido na Cruz de Jesus! Ele venceu! Com Ele nós vencemos! Anunciemos este força de bondade transformadora, e tenhamos alegria: “Náo tenhais medo; no mundo tereis tribulações, mas tende coragem: EU VENCI O MUNDO” e “EU ESTOU SEMPRE CONVOSCO, até ao fim dos tempos.”

Padre Diamantino

Constituição Sinodal (9)

Ainda sobre as ‘dimensões sociais do querigma’, falamos dos quatros princípios da Doutrina Social da Igreja:

1º a Dignidade da Pessoa Humana;

2º o Bem Comum;

3º a Subsidiariedade;

4º a Solidariedade.

Sobre a solidariedade não é preciso dizer muito, uma vez que esta palavra, como dizia João Paulo II, é sinónimo ce Caridade. E Caridade sabemos muito bem o que é: servir os outros gratuitamente.

No entanto, é preciso sublinhar que este principio não é individual; é nas relações sociais entre pessoas e instituições que é preciso ser solidário. Na verdade, podemos dizer que este é o principio que mais facilmente se tem praticado na nossa sociedade.

Assim, terminamos este breve percurso sobre os quatros princípios da Doutrina Social da Igreja, no contexto da dimensão social do querigma. São princípios que precisamos tornar operativos, isto é, que inspirem leis e acções, seja nas nossas familias, seja nas nossas empresas, seja nas nossas associações, seja nas escolhas politicas.

Há no nosso tempo a tentação de esconder a fé dentro de cada um e não deixar que ela se manifeste! No filme ‘O Silêncio’, estreado neste ano, vemos que foi sempre assim na história: quem tem poder luta por controlar a fé e a consciência das pessoas, para poder dominar e ‘ser como um deus’. Ora, não podemos calar a nossa fé! Queremos que ela inspire as nossas acções e as nossas decisões!

«Bem aventurados os que sofrem perseguições por amor da justiça, porque deles é o Reino dos Céus!»

Continuaremos…

Pe. Diamantino


 


Constituição Sinodal (8)

Ainda sobre as ‘dimensões sociais do querigma’, falamos dos quatros princípios da Doutrina Social da Igreja:

1º a Dignidade da Pessoa Humana;

2º o Bem Comum;

3º a Subsidiariedade;

4º a Solidariedade.

A expressão subsidiariedade parece complicada! Mas a sua raiz é muito simples: a palavra latina subsidium significa ‘ajuda’ Então, este principio fala da ajuda entre instituições de diferentes níveis sociais. Ou seja, aquilo que deve ser feito a um nível mais pequeno, deve ser ajudado pelo nível maior.

Este dever de ajuda implica também o dever de ‘não impedimento’, isto é,  o nível superior não deve impedir o nível inferior de actuar, nem deve substitui-lo. Por exemple, uma família não deve ser impedida de actuar, nem substituída por outra entidade; um município não deve ser impedido, nem Parar de corrigir “substituído” pelo governo nacional, etc…

Facilmente percebemos a tentação de um “estado todo-poderoso” que controla todos os pormenores da vida das  pessoas – como se vê nos sistemas Totalitários. Outra tentação oposta é a “anarquia social”, onde se desfazem as instituições e os indivíduos ficam entregues a si próprios, caminhando para um lógica de ‘lei da selva’.

Portanto, como sempre, o ponto de equilíbrio deve ser encontrado no meio termo: nem escravatura totalitária; nem libertinagem anárquica. Sim à organização social, sim à interajuda institucional, sim à fraternidade organizada, sim à livre iniciativa das pessoas e das familias, sim ao respeito pelas actividades de cada um.

Faz parte, então, da vida de um cristão trabalhar em cada nível social ajudando a que se cumpra a sua finalidade. Assim se promove a dignidade de cada pessoa, de cada família, de cada associação, etc.

Continuaremos…

Pe. Diamantino


Jejum e Abstinência

Estamos a iniciar a quaresma. Aproveito para recordar dois elementos que habitualmente se confundem: o jejum e a abstinência.

Jejum significa: não comer uma refeição.

Abstinência significa: comer uma refeição pobre.

Os preceitos da Igreja dizem-nos que se deve fazer Jejum em dois dias do ano: Quarta-feira de Cinzas e Sexta-feira-Santa. A abstinência deve ser feita nas Sextas-Feiras da Quaresma.


COMUNICAÇÃO SOCIAL – JORNAL VOZ DA VERDADE

O Jornal Voz da Verdade tem contribuído muito para o conhecimento das actividades, projectos e celebrações dos cristãos, quer na nossa diocese quer de muitas partes do mundo. Convido todos a lerem sempre este Jornal a fim de estarmos a par das ‘nossas’ noticias. De facto, no nosso tempo, a ‘guerra das ideologias’ passa essencialmente pela comunicação social. Precisamos conhecer e promover as ‘ boas noticias’ que acontecem diariamente na Igreja e no mundo.


 

CONFISSÕES NA QUARESMA

  • Segunda a Sexta-feira, das 18H00 às 19H00, na Matriz, e depois das missas, pedindo directamente ao sacerdote;
  • Sexta-feira: das 21H00 às 22H00, na Matriz (ou seja, enquanto decorre a via sacra);
  • Sábado: das 16H30 às 17H30, na igreja do Coração de Jesus.
  • Sábado: das 18H00 às 19H00, na Matriz.

 


 

PEDITÓRIO PARA A CÁRITAS DIOCESANA

Realiza-se nestes dias mais um peditório para a Cáritas Diocesana de Lisboa.

A Missão da Cáritas Diocesana de Lisboa, tem por linhas de orientação fundamentais, a Doutrina Social da Igreja e as orientações do Patriarcado de Lisboa; orienta-se ainda pelos imperativos de solidariedade. com prioridade para a intervenção em situações mais graves de pobreza e exclusão social. A Missão da Cáritas define-se por:

  • Assistência, em situações de dependência ou emergência;
  • Promoção Social, visando a superação e prevenção da dependência ou emergência e o reforço da autonomia pessoal;
  • Desenvolvimento solidário, integral e personalizado;
  • Transformação social em profundidade, especialmente nos domínios das relações sociais, dos valores e do ambiente.

 


 

Constituição Sinodal (7)

Continuando da semana passada, sobre as ‘dimensões sociais do querigma’, falamos dos quatros princípios da Doutrina Social da Igreja:

1º a Dignidade da Pessoa Humana;

2º o Bem Comum;

3º a Subsidiariedade;

4º a Solidariedade.

A expressão ‘BEM COMUM’ designa um bem que eu não posso alcançar sozinho. Designa um bem que é fruto da vida social, laboral e politica entre as pessoas. É um bem que realiza a felicidade de cada pessoa e das pessoas todas duma sociedade. O Bem Comum é o objectivo da vida pessoal, social, económica e politica. O Bem Comum inclui o ‘DESTINO UNIVERSAL DOS BENS’ e o ‘DIREITO À PROPRIEDADE PRIVADA’. O que é que isto quer dizer?

‘Destino universal dos bens’ significa que todos os bens do mundo são para todos; isto é, todos têm direito a usufruir dos bens que existem no mundo.

‘Direito à propriedade privada’ significa que cada pessoa tem direito a possuir aquilo que adquiriu como fruto do seu trabalho. Cada pessoa tem direito a dizer ‘isto é meu’, quando se trata daquilo que ganhou com o seu trabalho.

Parece haver aqui uma contradição: como é que se pode dizer que ‘tudo é para todos’ e ao mesmo tempo dizer que ‘cada um tem aquilo que é seu’??? Não há contradição se procura o ‘Bem Comum’!!

Ou seja: qual o objectivo de ‘tudo ser de todos’ e de ‘cada um ter o que é seu’? É o Bem Comum!!!

Sem este objectivo, a ‘propriedade privada’ seria o egoísmo, e o ‘bens para todos’ seria uma injustiça.

Então, eu tenho DIREITO a possuir o que é meu, desde que cumpra o DEVER  de o pôr ao serviço do Bem Comum; eu tenho o DIREITO a usufruir de todos os bens do mundo, desde que cumpra o DEVER de trabalhar para o Bem Comum.

Continuaremos…

Pe. Diamantino

 


Jejum e Abstinência

Estamos a iniciar a quaresma. Aproveito para recordar dois elementos que habitualmente se confundem: o jejum e a abstinência.

Jejum significa: não comer uma refeição.

Abstinência significa: comer uma refeição pobre.

Os preceitos da Igreja dizem-nos que se deve fazer Jejum em dois dias do ano: Quarta-feira de Cinzas e Sexta-feira-Santa. A abstinência deve ser feita nas Sextas-Feiras da Quaresma.


CONFISSÕES NAS QUARESMA

  • Segunda a Sexta-feira, das 18H00 às 19H00, na Matriz, e depois das missas, pedindo directamente ao sacerdote;
  • Sexta-feira: das 21H00 às 22H00, na Matriz (ou seja, enquanto decorre a via sacra);
  • Sábado: das 16H30 às 17H30, na igreja do Coração de Jesus.
  • Sábado: das 18H00 às 19H00, na Matriz.

 


 

 

Constituição Sinodal(6)

    Continuando da semana passada, sobre as ‘dimensões querigma’, falamos dos quatro princípios da Doutrina Social da Igreja:

  1. a Dignidade da Pessoa Humana;
  2. o Bem Comum;
  3. a Subdsidariedade;
  4. a Solidariedade.

Sobre a dignidade da pessoa humana, precisamos estar conscientes que esta é uma expressão tipicamente cristã. Isto é, decorre directamente da maneira como conhecemos Deus por Jesus Cristo. O facto de entendermos Deus como ser pessoal e o homem criado à imagem de Deus, levou-nos a aprofundar esta realidade: o que é ser pessoa?

Daqui poderemos dizer: pessoa é ser em relação. Portanto, assim se define quem somos, para que existimos e como nos realizamos. É na relação que está a definição da pessoa. ‘EU’ defino-me em relação com o ‘TU’ e com o ‘NÓS’.

Contra esta perspectiva, recordo que existem visões materialistas do homem, que é visto como uma máquina no processo social; existem visões espiritualistas do homem, que é visto como prisioneiro da matéria e precisa de se libertar dela; existem visões evolucionistas do homem, que se reduz a um produto passageiro do processo biológico evolutivo…

A dignidade da pessoa humana, como principio da Doutrina Social da Igreja, define a pessoa como identidade única e irrepetível; define o ser humano como material e espiritual, inseparavelmente; define o valor infinito de cada pessoa, independentemente de qualquer circunstância.

No nosso tempo, é também esta dignidade que está em causa. A nossa missão de cristãos, é mostrar esta dignidade, seja anunciando o Amor de Deus por cada pessoa; seja mostrando esse amor, na caridade para com todos, sobretudo os mais fracos e sofredores: porque esses são pessoas com a mesma dignidade!!!

Continuaremos…

Pe. Diamantino

 


Jejum e Abstinência

Estamos a iniciar a quaresma. Aproveito para recordar dois elementos que habitualmente se confundem: o jejum e a abstinência.

Jejum significa: não comer uma refeição.

Abstinência significa: comer uma refeição pobre.

Os preceitos da Igreja dizem-nos que se deve fazer Jejum em dois dias do ano: Quarta-feira de Cinzas e Sexta-feira-Santa. A abstinência deve ser feita nas Sextas-Feiras da Quaresma.


Palavras do Pároco(19-02-2017)

Constituição Sinodal (5)

Caminhos de renovação da Igreja de Lisboa (em sete opções). Nesta semana falamos ainda da segunda opção: a MISSÃO

«a) Fazer da missão o paradigma da acção evangelizadora da Igreja, saindo ao encontro de todas as periferias; b) Centrar o conteúdo da evangelização no querigma, fazendo ressoar em todas as partes o primeiro anúncio da fé; c) Propôr  de novo o caminho da fé aos indiferentes e afastados; d) Desenvolver uma autêntica missão ‘ad gentes’ nos diversos âmbitos geográficos, sociais e culturais; e) Atender às dimensões sociais do querigma, nomeadamente na edificação da comunidade humana e no compromisso com os outros.»

Hoje olhemos para as “dimensões sociais do querigma”. Recordamos que querigma significa ‘anúncio do evangelho’. Portanto, este ponto trata das consequências do Evangelho na vida social. Ou seja, ‘dentro’ da própria mensagem do Evangelho está a semente de uma sociedade nova. Aquilo que ouvimos de Jesus e aquilo que vemos Jesus fazer, também queremos pô-lo em prática. Mas não só a nossa vida pessoal: queremos que as nossas famílias, instituições associações, organizações, etc., estejam inspiradas pelo Evangelho.

Significa, portanto, que a fé não é uma ‘coisa privada’; antes pelo contrário: a fé muda – tem de mudar – a nossa maneira de estar e agir na sociedade. Afinal, ‘a fé sem obras é morta’, a fé sem decisões politicas e sociais estaria doente.

Percebemos assim que há consequências políticas do Evangelho. Na nossa sociedade democrática, sempre que vamos votar, precisamos de o fazer tendo em conta o Evangelho, e poderemos assim avaliar os programas dos partidos: se pos valores que defendem são ou não de acordo com o Evangelho. Se as leis que propõem são de acordo com a dignidade humana que Jesus nos revela.

Enfim, os quatro princípios da Doutrina Social da Igreja devem estar presentes na nossa mente, no que toca às decisões que temos de tomar na nossa vida politica, social e económica:

  1. a Dignidade da pessoa humana;
  2. o Bem Comum;
  3. a Subsidiariedade;
  4. a Solidariedade.

Precisamos de aprofundar um pouco mais estes quatro princípios, que sintetizam as dimensões sociais do Evangelho. Fica a semana…

Pe. Diamantino

 

Constituição Sinodal(4) (05-02-2017)

Caminhos de renovação da Igreja de Lisboa (em sete opções).

«Segunda opção: MISSÃO

  1. Fazer da missão o paradigma da acção evangelizadora da Igreja, saindo ao encontro de todas as periferias;
  2. Centrar o conteúdo da evangelização no querigma, fazendo ressoarem todas as partes o primeiro anúncio da fé;
  3. Propor de novo o caminho da fé aos indiferentes e afastados;
  4. Desenvolver uma autêntica missão ‘ad gentes’ nos diversos âmbitos geográficos, sociais e culturais;
  5. Atender às dimensões sociais do querigma, nomeadamente na edificação da comunidade humana e no compromisso com os outros.»

Nesta semana olhemos para a palavra “periferias”. Ela refere-se àqueles que estão esquecidos, que estão fora do nosso olhar focal. Também se fala dos indiferentes e dos afastados da fé. São tudo periferias. Esta questão da missão, implica, portanto, uma ampliação do olhar: não ver só o que está à frente, mas ver a periferia! Aprendermos a ver não apenas o que está ‘à frente do nariz’ mas também o que estão lado, o que nos escapa habitualmente. E há ainda o problema dos que não querem ser vistos, dos que se escondem deliberadamente.

Então, pensemos: quais são as pessoas, aqui em Linda-a-Velha que estão na periferia? Na minha rua, quais são as pessoas que estão na periferia? Ou no meu prédio? Preciso perguntar-me: ‘qual é o vizinho que eu nunca cumprimentei?…então é esse que está na periferia da tua vida! Ou qual é a pessoa da tua família a quem prestas menos atenção, ou que ‘desprezas’ mais?… então é essa que está na tua periferia!

Que te parece?…

Pe. Diamantino

 

Constituição Sinodal(3)

A primeira fase do Sínodo Diocesano foi a reflexão das Paróquias. A segunda fase foi a Assembleia Sinodal, do qual saiu um Constituição Sinodal. a TERCEIRA FASE é agora: conhecer a Constituição Sinodal e aplica-la.

Os caminhos de renovação da Igreja de Lisboa foram especificados em sete opções:

Hoje a «segunda opção: MISSÃO:

  1. Fazer da missão o paradigma da acção evangelizadora da Igreja, saindo ao encontro de todas as periferias;
  2. Centrar o conteúdo da evangelização no querigma, fazendo ressoar em todas as partes o primeiro anúncio da fé;
  3. Propôr de novo o caminho da fé aos indiferentes e afastados;
  4. Desenvolver uma autêntica missão “ad gentes” nos diversos âmbitos geográficos, sociais e culturais;
  5. Atender às dimensões sociais do querigma, nomeadamente na edificação da comunidade humana e no compromisso com os outros.»

Primeiro, esclarecer duas expressões: querigma e “ad gentes”.

Querigma (ou kerygma) é uma palavra grega utilizada para designar um acontecimento muito especifico: o momento em que alguém escuta pela primeira vez a boa nova. Ou seja, o momento em que algum cristão diz: “Deus ama-te. Jesus Cristo deu a vida por ti!”. Querigma é anunciar este amor de Deus a quem não o conhece. E pode anunciar-se em palavras e obras: falar do amor de Deus e mostrar esse amor, amando quem não conhece Cristo. Mas também é preciso dizer que o querigma nos acompanha ao longo da vida: sempre que atravessamos momentos difíceis, sempre estamos fracos na fé, é bom podermos escutar algum irmão na fé que nos diz: “Não tenhas medo! Deus ama-te! Jesus está contigo a carregar a cruz!”. Portanto, o querigma é a palavra fundamental que nos leva a ter fé, e nos leva a permanecer na fé.

Quanto à expressão “ad gentes”, ela designa quer, em geral, aquelas pessoas que nunca ouviram falar de Cristo, quer determinadas regiões onde já há comunidades cristãs, mas ainda não estão totalmente implantadas. Aqui diz-se que esta situação acontece na nossa Diocese: há muitas pessoas que não conhecem Cristo; certamente já ouviram falar d’Ele… talvez conheçam a história, ou tenham visto algum filme sobre Jesus…mas ainda não se encontraram pessoalmente com Ele, ainda não experimentaram na sua vida o Amor de Jesus…ou seja: ainda não escutaram nem acreditaram na boa nova.

Então este ponto convida-nos a ser ousados, a não ter medo de falar de Jesus; a dá-lo a conhecer, sempre que a ocasião for oportuna; a fazer tudo para que saibam que somos cristãos e fazemos o bem em nome de Jesus…

Para a semana continuaremos.

Pe. Diamantino

 

 

Constituição Sinodal(2)

Terminou a segunda fase do nosso Sínodo Missionário Diocesano. A primeira fase foi a reflexão nas paróquias e demorou dois anos. A segunda fase foi a Assembleia Sinodal., da qual saiu uma Constituição Sinodal

A TERCEIRA FASE é agora: conhecer a Constituição Sinodal e pôr em prática as conclusões e recomendações. Conforme indiquei irei apresentar aqui “os caminhos de renovação da Igreja”, especificados na Constituição Sinodal, em sete opções. Hoje  a primeira opção: SANTIDADE. Diz a Constituição Sinodal:

«a) Assumir a vocação à santidade como apelo divino e caminho para todos os discípulos missionários;

b) Cultivar a vida de oração a nível pessoal e comunitário, contributo essencial para a fecundidade pastoral da missão;

c) Acolher a Palavra de Deus, proclamada e realizada nos sacramentos, como fonte e alimento da vida em Cristo;

d) Incrementar a lectio divina (leitura orante da Palavra) como prática habitual nas comunidades cristãs.»

Nesta opção, claramente se afirma que um cristão ‘é para ser santo’! Ser santo é o primeiro chamamento que Deus nos fez, e continua a fazer. Mas lá está: da nossa parte é preciso “ASSUMIR” esta vocação à santidade! Este assumir implica: querer com vontade firme e perseverante.

Nos pontos b), c), e d) refere-se a relação com Deus como fonte da santidade: pela oração, pela Palavra e pelos sacramentos. Esta relação com Deus é decisiva, porque só Deus é Santo: sem Ele não poderíamos ser Santos.

Este ponto de partida é essencial. Então o primeiro desafio é: rezarmos melhor, escutarmos melhor a Palavra, celebrarmos melhor a Eucaristia e os demais sacramentos. Celebrarmos a Liturgia como o encontro com Deus.

Pessoalmente, cada um reze cada dia: ‘Sim, Senhor, hoje quero ser santo,, como tu me pedes’, e realize com o amor de Jesus as tarefas do seu dia-a-dia, na família e no trabalho.

Mas…ninguém se faz santo sozinho. Já há vários grupos paroquiais que meditam a Palavra de Deus. E fica-nos o desafio: quais os grupos que ainda não meditam habitualmente a Palavra? DE que maneira podem faze-lo?

Precisam de ajuda ou aprendizagem?

Então, ‘toca a assumir esta opção’, a tomar a iniciativa, a pedir ajuda e a desinquietar quem for preciso…

Pe. Diamantino.

 

 

Dia 08Jan17

No Jornal ‘Voz da Verdade’ já foi publicada a constituição. E também pode ser consultada na internet(http://www.patriarcado-lisboa.pt). Também temos disponível aqui na paróquia, em caderno.

A Constituição Sinodal tem setenta pontos. No ponto 70, lemos: “a caminhada sinodal aponta alguns caminhos de renovação eclesial especificados nas seguintes opções”, que são: 1ª Santidade; 2ª Missão; 3ª Comunidade; 4ª Iniciação Cristã; 5ª Família; 6ª Vocação; 7ª Sinodalidade.

Estas sete opções, portanto, condensam a reflexão feita pelos grupos paroquiais e o trabalho da Assembleia Sinodal.

Nos próximos boletins, iremos aprofundar cada uma destas sete opções.

Pe. Diamantino

 

Caros Paroquianos, (25/12/16)

Desinventar Deus…

Na Missa do dia de Natal, escutamos sempre o prólogo do evangelho segundo São João. Essa passagem termina com a frase: ..”A Deus nunca ninguém O viu, o seu Filho Único é que O deu a conhecer”. Assim se resuma a missão de Jesus: Ele vem ao mundo para nos permitir ver quem é Deus.

De facto, como nunca ninguém viu a Deus, mas toda a gente o procura, cada um inventa um Deus à sua maneira, de acordo com as suas experiências, as suas tradições e … as suas necessidades. Tem sido assim ao longo dos séculos, e é por isso que há tantas e tão diferentes religiões e cultos; superstições e magias: em cada cultura se ‘inventa’ Deus de diferentes maneiras.

Então, com a vinda de Jesus Cristo ao mundo, temos de ter este trabalho de desinventar o que inventámos de Deus; temos de transformar as nossas ideias, para serem de acordo com o que Jesus Cristo nos mostrou. A nossa maneira de ser, de pensar e de agir precisam ser como as de Jesus, que “passou fazendo o bem”: só assim chegaremos a ver a Deus.

Ele realmente fez-se homem; nasceu realmente numa família; cresceu na realidade da nossa vida humana. É este realismo que nos levará a destruir as falsas ideias de Deus, e assim será Natal: o Deus verdadeiro iluminando o nosso modo de viver, com a maneira de viver de Jesus.

As nossas famílias têm em Jesus um rosto de verdade e de amor; as nossas empresas têm em Jesus um rosto de bem-comum e de trabalho digno; os nossos governantes têm em Jesus um rosto de serviço e desprendimento: e assim acontece um mundo construído à imagem de Deus.

E ainda uma nota missionária: o mundo sem Jesus Cristo cairá rapidamente no velho ‘Deus dos trovões’, ou até nos velhos ídolos e nos deuses caprichosos, violentos e avarentos. Temos esta grande missão de anunciar, ou melhor, de mostrar ao mundo o verdadeiro rosto de Deus: Jesus Cristo – somos “sal da terra e luz do mundo”, e não queremos esconder esta maravilhosa luz!!!

Pe. Diamantino

 

 

(18/12/16)

O ritmo da vida – Liturgia das Horas (III)

Uma das dimensões mais básicas da existência é o ritmo. É tão básico  e tão evidente, que nem damos por ele. Mas, no fundo ‘tudo é ritmo’: o dia e a noite; as fases da lua; as estações do ano – tudo tem o seu ritmo. O caminhar e o correr; o comer e o beber – tudo tem o seu ritmo. Podemos, até, arranjar uma definição rítmica da fé cristã: ‘ ser cristão é viver ao ritmo de Deus’.

Então o que é viver ao ritmo de Deus? É, certamente, acertar o nosso passo com o d’Ele, as nossas decisões com as d’Ele, os nossos desejos, com os d’Ele. Enfim, é acertar o ritmo do dia-a-dia pelo relógio de Deus.

A nossa relação com Deus, precisa também deste ritmo – o ritmo da oração. Desde sempre a Igreja encontrou na oração da manhã e na oração da tarde dois momentos, para começar e acabar o dia com Deus. A pouco e pouco, cada hora do dia ganhou a sua oração própria, conforme se trate do despertar ou do adormecer; do trabalhar ou do descansar; do agradecer ou do suplicar; do meditar ou do celebrar.

Cada hora do dia ganhou a sua liturgia, e por isso temos a Liturgia das Horas, em que vivemos o dia ao ritmo da relação com Deus. E assim o mundo se transforma e o Natal acontece: a graça de Deus entra no ritmo da nossa vida, para que vivamos ao ritmo das bênçãos de Deus.

Pe. Diamantino.

 

 

Caros Paroquianos, (11-12-2016)

Natal e Oração – Liturgia das Horas(II)

Nestas festas natalícias, sobressai toda a bondade que existe no coração da humanidade. Em todos os continentes, cristãos e não cristãos celebram estas festas, nem que seja apenas como uma festa da família. Sobretudo ganham grande presença sa crianças, com a bondade natural, e com a sua alegria e expectativa à volta dos presentes.

Entretanto, como adultos, temos a tentação de pensar que estas festas são um momento de fantasia e de sonho. Um momento que nos alivia da dura realidade do dia a dia, com os seus trabalhos e as maldades … etc…

É necessário anunciar o verdadeiro Natal: Deus está na realidade concreta! As falsas ideias de Deus impedem-nos de o reconhecer realmente; falsas ideias que nos alienam em fantasias espiritualistas, vazias de realidade e de sentido… Se sentimos esta tentação de levar as festas natalícias para o mundo do sonho e da fantasia, então deixemos que o Deus verdadeiro nos traga à realidade: é aí que Ele está, é aí que Ele nos espera!!! A verdadeira bondade existe todos pos dias: Ele é a Bondade em Pessoa!

A oração diária é estarmos ligados a essa Pessoa! Se da nossa parte somos fracos, e apenas ‘aguentamos’ uns dias de bondade natalícia, então tenhamos a nossa vida ligada Àquele que diariamente nos mostra e oferece a sua Bondade. Rezar diariamente com a Liuturgia das Horas é uma grande ajuda, para realizar essa ligação. Também rezar o terço. E ainda simplesmente rezarmos conversando com Deus, apresentando-lhe a realidade da nossa vida e do nosso coração.

Não há Natal sem a realidade sofrida da nossa vida, onde Deus venha fazer da nossa miséria o seu berço!!!

Pe. Diamantino.

 

Semana dos Seminários,(06-11-2016)

“Ninguém tem vocação para seminarista”, costumava dizer-se no seminário, porque a vocação é ser sacerdote. Assim, pensemos que Deus chama sempre (e chama pessoas concretas) e que é preciso responder ( cada um responde pessoalmente). Mas como Deus não chama por telemóvel, nem email, nem pela ‘vozinha ao ouvido’, é necessário o DISCERNIMENTO. É para isso que serve o tempo e o espaço do seminário: discernir espiritualmente a vontade de Deus para a pessoa.

De certa maneira, podemos identificar neste discernimento três vontades: a de Deus, que chama; a do jovem que responde; a da Igreja que confirma o chamamento e a resposta. Deste modo, o seminário é um tempo de tranquila confiança, em que o jovem confia na ajuda da Igreja para responder ao chamamento que Deus lhe faz.

Quanto a nós, Povo de Deus, peçamos ao Senhor vocações sacerdotais. Rezemos pelos seminaristas.

Pe. Diamantino

Caros Paroquianos (30-10-2016),

Viver a Missa.

Esta expressão refere-se à celebração da Missa e ao estilo de vida cristão.

Quanto à celebração da missa, refere-se a sermos participantes activos, em todas as partes da Missa. Quanto ao estilo de vida, refere-se a sermos no dia-a-dia como somos na Missa, em atitude de acolhimento da vontade de Deus e de oferta de nós mesmos a Deus e aos outros.

A participação na Missa por parte dos fiéis foi muito sublinhada pelo Concílio Vaticano II.Os fiéis não ‘assistem’, mas sim ‘participam’. A Missa não é algo que acontece ‘num palco’. Sá há Missa, porque há fiéis reunidos: é por eles e para eles que a Palavra de Deus é proclamada; são os fiéis que dirigem a Deus as suas preces; é a eles que Cristo se dá na Oferta e Comunhão Eucarística. Daqui compreendemos que viver a Missa é ser membro vivo do Corpo de Cristo, a Igreja. Celebramos aquilo que somos. É verdade que é necessário haver quem precisa: o Sacerdote. Mas este está para servir. Os fiéis é que são os ‘convidados para a Ceia do Senhor’. Os fiéis como que confiam ao sacerdote a tarefa de oferecer ao Senhor ‘ este sacrifício, para honra e glória do seu nome’, mas não ficam de fora da oferta: oferecem-se a si mesmos como ‘hóstia viva, santa, agradável a Deus’. Somos Aquele que oferecemos: Cristo.

São grandes estas realidades. Somos pequenos em as assimilar plenamente. Mas não desanimamos nem desistimos de aceitar o convite do Senhor: porque só Ele é Santo, e sem Ele não seremos santos. A maravilha profunda da união entre Deus e o Homem, da santificação do Universo, é celebrada e realizada na Eucaristia.

Vivamos assim a Missa. Vivamos assim cada segundo da nossa vida. ‘Sejamos Missa’, isto é, vida unida a Deus, oferecida a Deus e aos irmãos.

Pe. Diamantino

A Celebração da Missa requer a disponibilidade espiritual de quem participa. Aliás, nenhum sacramento é eficaz sem a fé de quem o recebe. Neste sentido, todos os sacramentos supõem duas coisas essenciais: a acção de Deus e a recepção do Homem.

Assim, ao aproximarmo-nos da missa, precisamos de ter dentro de nós a atitude da confiança, do amor, do desejo espiritual, da escuta e da meditação, da humildade e acolhimento. Por isso, a Missa começa ainda antes de sairmos de casa! Tão importante termos presente no nosso pensamento que à Missa, que vamos escutar e comungar o Senhor! Igualmente importante preparar-nos, suscitando o desejo, a curiosidade, a esperança!

Recebemos na missa de acordo com a nossa disponibilidade interior: quem muito deseja, muito muito recebe; quem muito pouco desja, pouco recebe. Prepara-te bem, e a Missa será para ti um Céu de amor paternal e fraterno.

Pe. Diamantino

 

 

Caros Paroquianos (16-10-2016)

O que é a Missa?

Retomando o ensinamento acerca da Missa e do modo da sua celebração, gostaria de fazer um ponto global que nos permita responder de forma clara à pergunta: o que é a Missa?

Começando pelo fim, a palavra Missa vem do latim, do verbo mitere, que significa enviar. Repare-se que as palavras missa, missão e missionário têm todas a mesma raiz. Esta palavra aparece no final da Missa, quando o sacerdote diz: “Ide em paz…”, que no latim se diz “Ite missa est.”. E assim fica explicada a origem da palavra.

Claro que a palavra Missa passou a designar toda a celebração, nas suas diferentes partes. Como temos visto, cada parte tem o seu nome e o seu significado próprio. Mas a palavra Missa designa todo o conjunto.

Mas, então, o que é a Missa? A Missa é um conjunto de acções nas quais escutamos a palavra de Deus, lhe dirigimos as nossas súplicas e agradecimentos, e fazemos memória da Ceia do Senhor.

Ou seja, não há definição breve da Missa, mas há uma explicação de cada uma das suas partes, que formam o todo. Sublinhe-se que é esta a forma mais profunda dos cristãos celebrarem a sua fé, uma vez que faz parte da Missa, como sua parte central, a acção Eucarística. Nela fazemos memória da Ceia do Senhor, comungamos todos do mesmo pão e do mesmo vinho, que são o Corpo e Sangue do Senhor. Este é a forma mais profunda que temos de nos unir. A Deus e uns aos outros: na comunhão da sua Vida, do seu Espírito de Amor, da sua Ressurreição.

Daqui decorre uma dimensão profundamente espiritual, da qual falarei proximamente.

Pe. Diamantino

 

 

Caros Paroquianos (08-10-2016),

Morremos todos os dias um pouco, e morrendo ganhamos vida. Sem sorte seríamos sempre não nascidos, isto é não existentes. Na verdade, a morte é um processo que se inicia no momento em que somos concebidos. Esse processo de viver morrendo não terminará nunca: é esse o segredo da vida de Cristo! O dinamismo da ressurreição é a chave mestra para o sentido do nosso morrer quotidiano. Podemos morrer porque ressuscitaremos. Não temos medo de morrer, dando a vida. Mais ainda, precisamos de morrer para que a ressurreição aconteça. Sem morte não há vida…”se o grão de trigo não morrer…”.

A fé cristã que professamos fornece-nos, assim, uma leitura surpreendente da realidade: sem fé ficamos no vazio de sentido. Somos surpreendidos por este enfrentamento da realidade mais assustadora para o homem: a vida e a morte. A fé vence a morte, não negando-a, mas transformando-a em vida.

Dêmos graças a Deus porque conhecemos o seu Filho Jesus Cristo, única fonte de verdadeira esperança para o Homem.

Pe. Diamantino

 

 

Caros Paroquianos,

Em tempos de mudanças profundas no nosso mundo, surgem no nosso espírito sentimentos contraditórios: a alegria por estarmos a viver estas mudanças e o medo do que o futuro trará; a admiração por conhecermos melhor o mundo e os seus povos, mas também o receio de maldades ocultas; enfim, o sonho persistente de um mundo fraterno, contrariado pelas experiências de ódio e violência.

Recordo-me frequentemente de uma frase, que diz: ““Stat crux dum volvitur orbis”, isto é, ‘ o mundo vai girando, mas a Cruz permanece firme’. Esta frase é o lema da ordem dos Monges da Cartuxa.

Portanto, a nossa vida e a nossa esperança, serão firmes quando unidas à Cruz do Senhor. Abraçados a ela, estamos certos de permanecer fiéis, seguindo as mudanças necessárias do mundo. A Cruz não é imóvel, mas é firme; não é estática, mas é fiel; não é atraso, mas é fundamento.

Seja a Cruz a firmeza, a fidelidade e o fundamento da vida de cada um de nós, e da vida fraterna que todos queremos construir!

Pe. Diamantino

AGRADECIMENTO DAS IRMÃZINHAS DOS POBRES

Recebi das Irmãzinhas dos Pobres, que estiveram na nossa paróquia na semana passada, a seguinte mensagem:

«Bom dia Sr. Padre Diamantino,

Vimos agradecer-lhe por nos ter permitido fazer peditório na paróquia.

Foi com muita alegria que fomos recebidos pelos seus paroquianos, são muito generosos e vamos poder comprar leite para os residentes que vai dar para um mês.

Residentes e Irmãzinhas rezam por todos.

Cumprimentos,

Irmãzinha Carmén Maria»

Caros Paroquianos,

Com alegria e grande afluência de povo celebrámos a nossa padroeira. Queremos dar graças a Deus pela generosidade de todos os voluntários, que colaboraram na procissão. Vários grupos paroquiais fizeram-se representar com as suas bandeiras ou insígnias, o que tornou a procissão mais equilibrada e mais festiva. Enfim, tudo correu com ordem e alegria.

Queremos que o ano corra assim. Em cada uma das actividades que vamos realizar, continuemos com este espírito de simplicidade e serviço, de alegria e empenho. A nossa Mãe do Céu ficará contente!

Pe. Diamantino

Caros Paroquianos, (11-09-2016)

Celebramos mais uma vez a festa de Nossa Senhora do Cabo. Neste ano gostaria de sublinhar que nesta festa também fazemos Memória!

Os tempos que atravessamos. são tempos em que se definem de novo as identidades de nações, e também da nossa nação portuguesa. Porque temos Memória, sabemos que a nossa identidade passa sempre por Maria. A nossa nação portuguesa nasceu e cresceu a invocando Santa Maria, e encontrando no amor a Ela as forças necessárias para vencer, ao longo dos séculos.

Por isso, porque temos Memória, queremos mais uma vez honrar Santa Maria, e por intercessão dela, invocar as bênçãos de Deus para a nossa nação e para a nossa vila de Linda-a-Velha. Queremos ainda reafirmar o nosso desejo de lhe sermos fiéis: pela conversão do coração, pela persistência na caridade, pela ousadia de falar de Jesus aos homens do nosso tempo.

É assim que a Memória do nosso passado se torna para nós força de renovação do presente, e na esperança para o futuro. Recordemos! Confiemos! Festejemos!

Pe. Diamantino

 

 

DIA 03SET16

A festa da nossa Padroeira assinala o começo do novo ano de trabalho. É bom podermos começar de forma festiva, e no conforto materno da Virgem Maria, Senhora do Cabo, nossa Mãe do Céu.

O nosso Patriarca, no inicio deste ano pastoral, desafia-nos a recordar e a reforçar a nossa identidade cristã. Num modo cheio de movimento e de novidades, sentimos cada vez mais insistente a pergunta: afinal o que andamos a fazer? afinal que vida é esta? afinal que vida é a minha?

Vamos, por isso, aproximar-nos da nossa Mãe! A Virgem Maria saberá falar ao coração de cada um de nós; saberá falar ao coração desta nação que a proclamou Rainha; “Salvé, nobre padroeira, do povo teu protegido! Hossana Rainha de Portugal!”. Ela, como nossa Mãe, nos falará ao coração e nos conduzirá Àquele que deu a vida por nós, Nosso Senhor Jesus Cristo.

Afinal a nossa vida é querida por Deus! Afinal esta vida é para nos amarmos como Jesus! Afinal a minha vida é para viver na alegria de ser amado por Deus e de amar os outros!

É esta a nossa identidade mais profunda. É este o caminho de futuro para nós e para o mundo.

Seja, então, esta a nossa FESTA, com Maria, no Espírito, por Cristo, Para o Pai!

Pe. Diamantino

 

 

 

 

 

 

 

FESTAS DE NOSSAS SENHORA DO CABO: Domingo, dia 11 de Setembro de 2016:

  • 16H00, MISSA SOLENE
  • 17H15 PROCISSÃO SOLENE, da Matriz, parando na Capela, e percorrendo as seguintes ruas da paróquia: Igreja Paroquial, Rua dos Lusíadas, Rua de Ceuta, Rua Agostinho Campos, Rua Diogo Couto, Av. Carolina Michaelis, Rua Domingos Fernandes, Rua Eng.º Frederico Ulrich, Rua Pedro Álvares Cabral, Av. Tomás Ribeiro e Capela.
  • Prossegue em seguida a procissão por: Av. 25 de Abril, Rua José Frederico Ulrich, Rua dos Lusíadas, terminando de novo na igreja paroquial, com bênção solene.

 

 

Paroquianos

Dia 19JUN16

Estamos a chegar ao final de mais um pastoral.

Muitas festas dos diferentes grupos assinalaram o percurso feliz que fizemos ao longo do ano.

Temos ainda uma actividade de final de ano, organizada pela nossa Vigariaria de Oeiras:  é a peregrinação a Fátima, agradecendo a visita da imagem peregrina, que esteve nas nossas paróquias ni início deste ano.

Foram momentos breves, mas intensos de celebração e de fé. Por isso, agora também queremos ir com fé e alegria até Fátima e lá celebrarmos, como irmãos, os louvores da nossa única Mãe do Céu.

Pe. Diamantino

 

 

 

 

 

 

 

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